APIAM participa da II Edição do Puxirum Acadêmico dos Estudantes Indígenas do Amazonas

A Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) participou da II Edição do Puxirum Acadêmico dos Estudantes Indígenas do Amazonas, realizado pelo Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (MEIAM), nos dias 10 e 11 de junho, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus.

Com o tema “Política de Permanência e o protagonismo dos estudantes indígenas do Amazonas: horizontes entre indígenas e instituições”, o encontro reuniu lideranças indígenas, estudantes, pesquisadores e representantes institucionais para fortalecer o debate sobre permanência indígena nas universidades, políticas afirmativas e os caminhos construídos pelos povos indígenas dentro e fora dos espaços acadêmicos.

A programação teve início no dia 10 de junho, na UFAM, com ritual de abertura e mesa institucional composta pelo MEIAM, APIAM, Forum de Educação e Saúde Indígena do Amazonas – Foreeia, Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas – Makira’eta, Reitoria da UFAM, Colind e Tabihuni. Durante a abertura, foi realizada a leitura e entrega da Carta de Reivindicação para construção da moradia estudantil indígena da UFAM à Reitoria da universidade.

O vice-coordenador da APIAM, Darcy Marubo, destacou a importância do fortalecimento do movimento estudantil indígena dentro das universidades e o papel estratégico da juventude indígena na defesa dos direitos coletivos.

“Fortalecer o MEIAM é fortalecer os estudantes indígenas que hoje ocupam os espaços acadêmicos e constroem caminhos importantes para os nossos povos. A Universidade também precisa ser território indígena, de resistência, produção de conhecimento e garantia de direitos”, afirmou Darcy Marubo.

Vice-Coordenador da APIAM, Darcy Marubo na abertura do II Puxirum Acadêmico dos Esrtudantes Indígenas do Amazonas. Foto: Alex Costa. Manaus, 10 de junho de 2026.

Ao longo do encontro, os participantes debateram temas como protagonismo indígena nas universidades, políticas afirmativas, internacionalização da pesquisa, metodologias construídas a partir dos territórios e os desafios institucionais enfrentados pelos povos indígenas no ambiente acadêmico.

No segundo dia de programação, realizado na UEA, as mesas abordaram os direitos indígenas e os desafios pela proteção e demarcação de terras diante da violência institucional, com destaque para o caso do povo Mura e os impactos socioambientais de empreendimentos em territórios indígenas. Também foram debatidos os processos de memória, afirmação e construção coletiva das políticas afirmativas nos espaços universitários.

1º dia do Puxirum Acadêmico. Foto: Alex Costa. Manaus, 10 de junho de 2026.

A coordenadora do MEIAM, Izabel Munduruku, ressaltou que o Puxirum Acadêmico é um espaço de construção coletiva e diálogo entre estudantes indígenas e instituições de ensino.

“O Puxirum nasce da necessidade de debatermos dentro das universidades os desafios da permanência indígena, das políticas afirmativas e do reconhecimento das nossas identidades e saberes. É fundamental que esses debates estejam presentes nos espaços acadêmicos para garantir que os estudantes indígenas permaneçam e sejam protagonistas dessas transformações”, destacou Izabel Munduruku.

O encontro reafirmou a importância da articulação entre movimento estudantil indígena, organizações indígenas e instituições de ensino na construção de políticas efetivas de permanência e valorização dos povos indígenas no Amazonas.

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