APIAM divulga nota de posicionamento político sobre as eleições de 2026 e reafirma compromisso com os direitos dos povos indígenas

A Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) divulga Nota de Posicionamento Político referente ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026, reafirmando seu compromisso com a defesa dos territórios indígenas, dos direitos constitucionais, da autonomia dos povos originários e da proteção da Amazônia. O documento destaca a importância do processo eleitoral para o futuro dos povos indígenas, considerando os impactos das decisões políticas sobre a demarcação e a proteção das terras indígenas, as políticas de saúde e educação escolar indígena, a preservação ambiental e a participação dos povos originários nos espaços de decisão. Na nota, a APIAM também manifesta preocupação com possíveis retrocessos nos direitos indígenas e reforça a necessidade de candidaturas comprometidas com as pautas históricas do movimento indígena, a valorização das culturas e línguas originárias e a garantia de políticas públicas específicas para as comunidades. Assinada pelas organizações que integram a Rede APIAM, a manifestação reafirma a importância da unidade, da mobilização e da participação consciente dos povos indígenas no processo democrático, fortalecendo a luta coletiva pela garantia de direitos, pela justiça socioambiental e pelo futuro das próximas gerações. “Defender os povos indígenas é defender a vida, a floresta e as próximas gerações.” Leia a nota completa clicando aqui.

Trabalho análogo à escravidão ainda atinge milhares no Brasil e exige atenção nas comunidades indígenas

Apesar de avanços na legislação e na fiscalização, o Brasil ainda enfrenta uma realidade preocupante: milhares de pessoas continuam vivendo em condições de trabalho análogo à escravidão. Muitas delas sequer reconhecem que estão sendo exploradas, o que torna o problema ainda mais invisível e difícil de combater. Esse tipo de violação de direitos ocorre quando trabalhadores são submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida ou restrição de liberdade. Em diversas regiões do país, especialmente em áreas remotas, essas práticas persistem, atingindo com frequência populações vulneráveis, entre elas, povos indígenas. Nas terras indígenas, o problema pode assumir formas ainda mais complexas. A falta de acesso à informação, o isolamento geográfico e a ausência de canais seguros de denúncia contribuem para que casos permaneçam ocultos. Em muitos casos, trabalhadores são atraídos por promessas enganosas de emprego e acabam presos a condições abusivas, sem meios de sair da situação. Diante desse cenário, iniciativas de organizações indígenas têm se mostrado fundamentais para enfrentar o problema. A Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM) lançou um canal específico para receber denúncias de forma segura e acessível. A proposta é ampliar a visibilidade dos casos e garantir que vítimas e testemunhas possam relatar situações de exploração sem medo de retaliação. A APIAM disponibilizou um formulário online para coleta de informações, permitindo que denúncias sejam feitas de maneira confidencial. Além disso, também é possível enviar relatos detalhados por e-mail, facilitando o acesso para diferentes perfis de usuários. Formulário: https://forms.gle/EEMUA7zdAnnp3LSN8 E-mail: denuncia@apiamoficial.org Especialistas destacam que denunciar é um passo essencial para romper o ciclo de exploração. Ao tornar os casos visíveis, aumenta-se a possibilidade de atuação das autoridades competentes e de proteção às vítimas. Se você faz parte de um povo indígena, vive em território indígena ou conhece alguém que esteja enfrentando esse tipo de situação, é fundamental buscar ajuda e utilizar os canais disponíveis. O combate ao trabalho análogo à escravidão depende da conscientização coletiva e da coragem de denunciar. A erradicação desse problema exige esforço contínuo, políticas públicas eficazes e o fortalecimento das organizações que atuam na linha de frente. Enquanto houver pessoas vivendo sob essas condições, a luta por dignidade e justiça permanece urgente.